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Reduçao mamária

0757_paginaQuando os seios são muito grandes, independente de seu aspecto estético, podem ocasionar graves alterações físicas. A redução da mama não apenas uma questão de estética, posto que seios demasiado grandes podem afetar a coluna vertebral, provocando graves alterações na mesma. Na imagem acima podemos observar uma paciente com hipertrofia virginal e submetida a uma intervenção de redução mamária. O bom resultado é francamente visível.

O volume excessivo dos seios denomina-se hipertrofia. Esse aumento pode surgir como um sintoma isolado, principalmente em pacientes jovens (hipertrofia juvenil) ou seguido de seios caídos (hipertrofia com ptose). Geralmente é devido ao desenvolvimento exagerado da glândula mamária ou tecido adiposo e provoca alterações nos tecidos (displasia mamária) e incapacidade de amamentar.

As hipertrofias são classificadas de acordo com o grau. O grau Um corresponde a aumentos subjetivos. O grau Dois apresenta sintomas físicos, como dos nas costas ou alterações na coluna vertebral. O grau três apresenta sintomas exacerbados e os seios alcançam um tamanho desproporcioanl, superior a 1000gr (gigantomastia).

É importante deixar claro que essa classificação é relativa, pois o que alguns países consideram anormal pode ser o ideal de beleza em outros. Como exemplo deste fenômeno podemos comprovar que na Europa ocidental o volume adequado está entre 200 e 300 cc; nos E.U.A. entre 400 e 500 cc e países do centro europeu consideram como normal 500 a 700 cc.

Ao definir uma hipertrofia mamária devemos considerar, além das características sociais, o biótipo da mulher: peso, altura, largura do tórax e estrutura osteomuscular.

Seios muito grandes podem acarretar não só problemas físicos como também alterações psíquicas de diferentes graus. A não aceitação da própria imagem corporal, gerando inclusive a negação dessa parte do corpo, pode gerar transtornos de relacionamento, principalmente devido ao aspecto psicosexual.

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