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O corpo

02_bellezaysaludBeleza não se define, se reconhece. É uma qualidade, um conceito, um sentimento, relativos, posto que não existe, para ela, um conceito universal. Beleza como perfeição absoluta existe apenas como ideal. Talvez por isso, os cientistas da estética e os filósofos ainda não chegaram a um acordo.

Cada indivíduo, grupo social, raça, tem uma forma particular e diferente de entender a estética. Senão vejamos: as mulheres hotentotes, com suas exuberantes massas glúteas; as chinesas com seus pequenos pés atrofiados; as africanas, com suas orelhas, lábios e narizes mutilados; o formato quadrado, provocados desde a infância, que podemos observar em certas esculturas de Etiópia, já foram consideradas um padrão ideal de beleza.

Entre as raças civilizadas, o padrão de beleza estabelecido aproxima-se ao clássico de Policletopadrão de beleza grega que, atravessando gerações, chega até nós onde a altura do ser humano é igual a 8 vezes a altura da cabeça. O Apolo de Belvedere e a Vênus de Milo são alguns exemplos de ideal artístico e conceito de beleza. A Vênus de Willendorf, Rubens, Manet… apresenta forma robusta e adiposa, totalmente oposta a que vemos nos quadros de Boticcelli, Modigliani

Atualmente os atributos femininos e masculinos têm diferentes significados. Há um certo culto à beleza e considera-se a obesidade um estigma, uma patologia. Assim, busca-se a beleza nas academias, tentando modelar o corpo à base de malhação. Aceita-se todo tipo de beleza que se adapta a um determinado contexto, dando-se preferência a beleza dinâmica em detrimento da beleza estática. O dinamismo da imagem televisiva e cinematográfica, como meios de comunicação de massa, tem agora a primazia que antes era da fotografia posada, da pintura e da escultura. A beleza dinâmica é transcendente, aceita tanto a assimetria quanto a irregularidade, se ha harmonia no conjunto. A perfeição externa e a perfeição interna constituem beleza física e beleza psíquica. A harmonia entre ambas é um dos maiores espetáculos que podemos (almejamos) desfrutar e ante o qual todo ser humano sucumbe. azul