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A cirurgia plástica

03_cirugiaplasticaPara melhor entender o terreno em que nos movemos, começaremos definindo as palavras que dão nome a esta Especialidade, a Cirurgia Plástica.

Etimologicamente ambas procedem do grego e significam, Cirurgia: “obra da mão”, Plástica: “capacidade de dar ou modificar a forma”. Assim, podemos dizer que Cirurgia Plástica é a terapia que, mediante atividade manual, e ajudada por instrumentos, modifica ou da forma aos tecidos.

A Cirurgia Plástica trata as alterações do rosto e do corpo. Abrange dois tipos de intervenções complementarias, Cirurgia Plástica Reparadora e Cirurgia Plásticas Estética; diferentes em suas finalidades, mas cujos limites são difíceis de estabelecer.

A Cirurgia Plástica Reparadora ocupa-se tanto das deformidades congênitas como das ocasionadas por queimaduras, traumatismos, infecções, tumores e intervenções cirúrgicas mutiladoras. Procura devolver às pessoas vítimas de acidente, um aspecto normal; reconstruir as partes do corpo que ficaram destruídas após uma cirurgia para retirada de um câncer de mama ou no rosto; recobrir a pele de quem sofreu queimaduras graves; fechar as feridas dos paraplégicos; tratar as cicatrizes que impedem o movimento do braço ou da mão, fechar as pálpebras; retificar um rosto contorcido por uma paralisia facial e uma infinidade de etc., etc., mais.

A Cirurgia Plástica Estética trata a causa do mal estar que toda alteração ou deformação física origina, devolvendo a satisfação e equilíbrio do individuo com seu próprio corpo. Em outras palavras, essa intervenção objetiva melhorar, embelezar ou rejuvenescer a forma natural do corpo.

Embora a Cirurgia Estética atenda, com cresces, a determinadas demandas da população, sua utilização indiscriminada não deve ser uma regra. Antes de optar por essa intervenção cirúrgica deve-se analisar detidamente a relação riscos / benefícios implicados.

Minimizar riscos mediante rigorosos exames pré-operatórios, equipe cirúrgica bem preparada e instalações adequadas é responsabilidade do cirurgião. Ele deve decidir não só a técnica a ser empregada como também se o paciente deve ou submeter-se a intervenção. Dizemos isso porque, não raro, encontramos pacientes cujas expectativas irreais lhes impediram de beneficiar-se com o bom resultado obtido, por melhor que seja esse. Como se pode imaginar, a frustração do Cirurgião e paciente, será inevitável. Ante essa possibilidade, é melhor evitar a intervenção.

Por outro lado, e em última estância, podemos perguntar-nos qual a finalidade da Cirurgia Estética, pois se a função da Cirurgia Reparadora é perfeitamente compreensível – corrigir defeitos-, pode ser mais difícil aceitar uma cirurgia cujo fim e propiciar beleza, perfeição, juventude…

Quando nossa imagem exterior não encaixa com a imagem interior, imagem que desejamos e que acreditamos ser a do nosso verdadeiro eu; quando um defeito significa infelicidade, vergonha, mal estar, insatisfação… Por que não remedia-lo? Por que aceitar esse estigma como algo inevitável? Todo ser humano, ou melhor, tudo tende ao equilíbrio. Em determinados casos, a Cirurgia Plástica pode ajudar a recuperar esse equilíbrio.

Atualmente, o tratamento cirúrgico das queimaduras, úlceras, cicatrizes e tumores cutâneos, deformações congênitas ou adquiridas, craniofaciais, genitais e alguma das extremidades, bem como a cirurgia reconstrutora das mutilações faciais e a cirurgia puramente estética, são considerados patrimônios da Especialidade.

A crescente complexidade da Especialidade induziu-a a ramificar-se em varias subespecialidades. Trabalham, assim, em equipes multidisciplinares, incorporando ou colaborando com outros especialistas, o que é fundamental para o tratamento de certas patologias. A combinação de conhecimentos de cada especialidade e o adestramento técnico específico é a chave para obtenção de melhores resultados.

Devido a isso, podemos considerar como verdadeiras especialidades dentro da Cirurgia Plástica: a Cirurgia Craniofacial, Cirurgia dos Fissurados, Microcirurgia, Cirurgia Periorbitária, Cirurgia Reconstrutora dos tumores, Cirurgia da Mão, Cirurgia dos Genitais, Cirurgia Plástica Pediátrica e a Cirurgia Estética. azul

bibliografia

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